segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Somos a geração do desapego. E somos um monte de bundões também!


  Nunca se falou tanto em amor e nunca se teve pensamentos tão opostos ao que se prega.
  Você já se sentou com alguém com que se sinta confortável não só de contar todas as suas aventuras, mas os seus momentos mais sombrios? Contar o quanto chorou aquela noite por algum motivo, suas frustrações, seus medos? E outra, você já ouviu alguém contar coisas assim e tratou a situação com empatia ou ficou falando sua opinião sobre o assunto sem pensar em como cada palavra pode afetar a pessoa?
   Eu nunca vi uma geração que quer tanto mas não aprendeu a oferecer nada em troca. Ou julga tanto que o mínimo é o bastante.
   Não me excluo, pois já estive dois dois lados. Nunca consegui abrir meu coração por inteiro pra alguém sem ter um puta medo e já fui MUITO babaca ao cagar regra pras amigxs enquanto me falavam problemas da vida delxs que pra mim pareciam ter solução óbvia, mas não me coloquei em seus lugares. O processo é muito lento e seria um excelente começo a gente ter noção da gente e da nossa relação com o outro. O que nós queremos pra gente? O que queremos para nossos amigos, família, etc.? E qual nosso papel nesses laços. Por que não adianta sair apontando dedo falando o que quer, mas não se mover pra mudar algo dentro da gente também.
  O autoconhecimento, o amor-próprio não pode ser o único processo. Nos conhecer por dentro não anula conhecer o outro. Nós temos que nos cuidar pra ser melhor pra nós mesmos, claro, mas o que nós podemos mudar pra ajudar os outros?
  Nós aprendemos a ter medo de nos relacionar, de quebrar a cara, de dividir e ter opiniões diferentes. Aprendemos a nos voltar pra dentro de forma excludente, muitas vezes insensível ao outro. Vivemos atualmente na "era dos extremos", as pessoas divergem de quase tudo mas não há respeito pelo diferente. Eu gosto de azul e fulano de vermelho, fulano não aguenta o fato d'eu não gostar de vermelho e taca tinta vermelha na minha cara. E vice-versa. O mundo tá muito louco e isso gera medo.
   A galera do desapego das redes sociais quer que o contatinho fique online o dia inteiro pra responder, quer date todo final de semana e quer que elx fique babando elogios, mas será que também está disponível para os outros? Será que tá ali pros amigos quando precisam ou só saem com eles quando eles são "legais"? Será que liga pros avós de vez em quando? Será que diz o quanto ama os pais?
  Já me afastei de amigos por mil motivos por achar que não me ouviam, por estar em momentos diferentes da vida e, nos últimos tempos, por não acreditar que tenho culhão pra cuidar de ninguém quando eu não consigo cuidar nem de mim. Mas a gente aprende quebrando a cara que muitas vezes essas opções foram erradas, e que você pode voltar atrás, pode tentar conversar, se for possível pro outro (sem forçar a famigerada barra, pfv) e se não for possível LET IT GO.
  A forma como o desapego é pregado é muito linda na teoria, mas nós estamos perdendo os laços, viramos medrosos dos sentimentos, gritamos o que achamos, mas somos covardes pra ouvir a opinião dos outros. Eu acredito que um desapego saudável é conseguir ver as coisas de um prisma racional, conseguir avaliar suas relações sem o peso do que colocam pra você como que tem que ser. Não tenha medo de conversar, de brigar, de gritar, de dizer o que pensa. As pessoas precisam saber o que você pensa, o que sente, o que vê, não dá pra adivinhar a sua cara emburrada se eu tô pensando em outras coisas, da mesma forma que não dá pra descobrir que você tá apaixonado por alguém só porque bate papo com a pessoa todo dia, ou sei lá. Empoderem esses coraçõezinhos! Eu prometo que vou empoderar o meu também 💗



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Avisa pra Ludmilla que eu CHEGUEI

Perdão pelo trocadalho do carilho, mas eu não resisti. Já perdi as contas de quantos blogs criei, mas por uma auto crítica absurda e uma ausência de confiança na minha pertinência nada foi perpetuado.
Mas pensando aqui, quem te diz o que é pertinente e o que não é?
Cada pessoa é única e tem um interesse diferente do outro, a graça é que de vez em quando a gente se encontra em algo comum. E o que eu quero aqui, é praticar minha escrita e encontrar aquele intervalinho da interseção dos interesses com vocês caros leitores. Afinal, eu espero ter pelo menos um que não seja eu e meus pais.
O primeiro desafio, apesar de gostar de escrever e falar de mim, e de tudo que gosto (e o que não gosto também), será trabalhar minha objetividade, sempre fui um terror em redação, não por não saber escrever, mas pra chegar nas benditas 20 linhas obrigatórias. Porém, estamos na era do fácil acesso a informação e uma comunicação muito mais ágil precisamos ao mesmo tempo ser muito claros com o que falamos. Então, estamos aí trabalhando fortemente nisso.
Mas Ana, do que diabos você vai falar?
More, TUDO. O que me for acessível e minimamente compreendido por mim, o que até me estimula a correr atrás e conhecer coisas novas. Sou doida por livros, então será uma certa maioria nas postagens. Mas gosto de comida, filmes (só não esperem terror, serião, 100% medrosa), maquiagem, o que eu achar que tá valendo no momento.
Ah, uma coisa que eu gostaria de falar aqui também é da minha faculdade, e tenho fé foco, força de futuramente falar também da profissão. Faço Publicidade e tenho uma pontinha do pé enxerida no Jornalismo. Então espero poder contar algumas coisinhas da minha rotina da faculdade também, e otras cositas más.
É basicamente isso, gente. Quero crescer e quero ter gente crescendo comigo, como pessoa e profissionalmente, sempre, isso nunca termina, e pretendo compartilhar essa viagem aqui. E chega, se não perde a graça e conto tudo.

Sejam bem-vindos, seus lindos ❤

Gente, passei das 20 linhas!

Somos a geração do desapego. E somos um monte de bundões também!

  Nunca se falou tanto em amor e nunca se teve pensamentos tão opostos ao que se prega.   Você já se sentou com alguém com que se sinta ...